sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como um verdadeiro amor morre


Eu te amo e eu te dou tudo o que penso que há de mais precioso no amor: carinho, elogios, apoio, cartões, flores, lealdade e até divido com você minha batata frita e meu bombom.
Você me ama e me dá tudo que pensa que há de mais precioso no amor: liberdade, independência, aventuras, novas experiências, críticas construtivas e até me empresta seus livros.

Mas amar e ser amado não é tudo. A reciprocidade no amor não é suficiente quando o jeito de amar é diferente. Eu te amo e você me ama, mas sempre falta algo para mim e para você. Aceitar menos do que se deseja é frustrante e envenena aos poucos esse sentimento, que vai deixando de ser amor, se transformando em qualquer outro sentimento menos incrível.

Em um lampejo passa em minha cabeça a ideia de que deveríamos ter cobrado mais. Do meu amor. Do seu amor. De nós. Mas logo o lampejo se confronta com uma das verdades mais absolutas desse sentimento tão sublime: amor não cobra, amor se doa.

Então, percebo que não poderíamos ter feito nada de diferente. Nosso amor nasceu, floresceu e foi morrendo de um jeito um pouco diferente e até imperceptível para olhos desatentos.

Não os meus, que a cada pequeno desencontro do nosso amor, derramava uma lágrima. De lástima. De saudade precoce.

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