sábado, 16 de julho de 2016

É foda


Achei que a nossa história não teria fim, que seria como a música: "cada volta tua há de apagar o que esta ausência tua me causou".
Estava errada. Subestimei a distância ou superestimei nosso amor.
Minhas vindas e suas idas foram erodindo o meu amor até que nada fazia ele voltar a ser o que um dia foi e nem ser o que um dia poderia ter sido.
A distância me faz querer ainda mais, mas quando é assim, excessiva, me faz esquecer.
Esqueço do nosso amor, das nossas risadas, das conversas com os olhares e de como somos perfeitos um para o outro.
Quando nos vemos, precisamos criar novas memórias para ajudarem a relembrar as antigas, mas a essa altura, a intimidade se perdeu e o tempo é curto para resgatá-la.
É foda.
É foda saber que todo o nosso potencial não significa nada para o destino, que nos afastou assim.
É foda.

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