sábado, 9 de junho de 2012

Imutável


Eu sempre espero demais; Que a montanha se mova, que o oceano seque, que da pedra nasça a flor, que o arco-íris apareça sem que tenha havido tempestade. Talvez seja melhor, mais fácil, mais sadio uma vida sem muitas surpresas e encantos e borboletas... Uma vida com uma felicidade média, mas com a certeza desse sentimento. Talvez seja melhor.

Mas eu não sabia disso na época; Ah, se alguém pudesse ter me alertado, um eu do futuro me falado: não o deixe ir, esse é mais perfeito que foi encontrado. Mas não, sempre otimista, com desejos de borboletas no estômago, coração batendo como as asas do colibri, bochechas em chamas, mãos frias... Era tudo muito excitante para abrir mão.

Mas com o passar do tempo a gente vai percebendo o que não nos é possível de abrir mão, nossas prioridades. Porque certos hábitos, razões, crenças, estão embutidos e enraizados tão profundamente que são praticamente incorrutíveis. E é a partir daí que você tem que ir cortando certas pessoas da sua vida.

Não é ser inflexível, é questão de ter princípios.

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